Os melhores álbuns de 2012

Finalmente terminei. Primeira vez que me arrisco numa lista dessa depois de um ano de muita dedicação a escutar coisas novas e várias indicações dos amigos. 50 álbuns que consideram os mais importantes do ano em ordem de preferência. Deu trabalho. Principalmente estabelecer o meu top 3 do ano que mudou constantemente. Como já deu trabalho escolher esses álbuns, vou comentar apenas o top 10 do ano. Vamos à lista.

50-46_

50. ANX – Dark Time Sunshine
49. Charmer – Aimee Mann
48. Kill For Love – Chromatics
47. The Temper Trap – The Temper Trap
46. Visions – Grimes

45-41

45. Push and Shove – No Doubt
44. Girl On Fire – Alicia Keys 
43. Roses – The Cranberries
42. Electra Heart – Marinna & The Diamonds
41. (III) – Crystal Castles
40-36

40. Put Your Back N 2 It – Perfume Genius
39. Sun – Cat Power 
38. Bruce Springsteen – Wrecking Ball 
37. A Thing Called Divine Fits – Divine Fits 
36. Gone – Vacationer

35-31

35. Beacon – Two Door Cinema Club
34. Devotion – Jessie Ware
33. Banks – Paul Banks
32. Rhythm And Repose – Glen Hansard
31. Reign of Terror – Sleigh Bells 

30-26

30. An Awesome Wave – Alt-J
29. WZRD – WZRD
28. Milo Greene – Milo Greene 
27. Anxiety – Ladyhawke
26. Gossamer – Passion Pit 

25-21

25. Little Broken Hearts – Norah Jones 
24. Arrocha – Curumin
23. Infinity Overhead – Minus The Bear 
22. Come of Age – The Vaccines 
21. Lonerism – Tame Impala

20-16

20. Port Of Morrow – The Shins 
19. The Lion’s Roar – First Aid Kit
18. Segunda Pele – Roberta Sá
17. The Haunted Man – Bat For Lashes 
16. Strangeland – Keane

15-11

15. Born to Die – Lana Del Rey 
14. Sweet Sour – Band of Skulls 
13. Not Your Kind of People – Garbage
12. Valtari – Sigur Rós 
11. channel ORANGE – Frank Ocean 

10

10. Blunderbuss – Jack White | é de Jack White que estamos falando e não precisa de muito pra convencer alguém a ir atrás de Blunderbuss. Jack White é um gênio da música. Coloquem uma guitarra nas mãos desse cara e o resultado é uma obra-prima. Sem exagerar. Além de tudo Blunderbuss é agarrado a uma dependente relação com o piano. Trash Tongue Talker é coisa de gênio como White mesmo, e a lista de genialidades apenas nesse álbum não se reduz. Nada é dispensável. O disco é redondinho, com presentes como: Freedom at 21Sixteen SaltinesMissing PiecesLove InterruptionI’m Shakin’ e se eu continuar cito todas as faixa. E, de novo, não chega a ser exagero. Longe, bem longe disso.

09

9. Happy to You – Miike Snow | por muitos meses esse foi meu álbum favorito do ano. Sua qualidade é extrema. E talvez por isso é tão difícil ~resenhar~ sobre. Depois de ver o show dos caras no Lolla Chicago (no youtube, é claro) curti mais ainda a banda que consegue ser muito superior no palco. O estilo de Miike Snow é basicamente o que mais gosto/procuro ultimamente. Happy To You está recheado de coisas lindas. A contagiante Archipelago se destaca no meio de tanta coisa boa. Mas é tão difícil decidir isso tendo uma participação de Lykke Li na canção seguinte (Black Tin Box que também destrói). E olha, Vase e Pretender merecem um devido destaque. também.

08

8. Halcyon – Ellie Goulding | o único problema de Ellie Goulding é que ela não é casada comigo. O indie pop (o gênero só é ~descolado~ se tiver indie na frente, se não tiver não presta) mais fantástico do ano vem carregado de desilusão amorosa. Comparado ao que se segue, Don’t Say a Word, não é nada demais. Eu soube que estava apaixonado por Ellie Goulding quando ouvi Anything Could Happen sendo cantada ao vivo (no youtube também, obviamente). Você que não se entrega a essa coisa linda é um amargo sem coração. Minha favorita é  Anything Could Happen, mas olha que legal, ainda temos Figure 8, My Blood, Halcyon, Don’t Say A Word, Explosions e I Know You Care para passar o dia escutando.

077. Boys & Girls – Alabama Shakes | “I wake up rise to the sun. I go to work and I come back home”. O refrão é simples, assim com o cotidiano, ou o ar que você respira. Pense que Boys & Girls é oxigênio da cidade menos poluída do planeta (eu também não sou bem em fazer comparações. Villaça se responde nisso). Foi ótimo conhecer Alabama Shakes, em poucos dias a banda estará no Lolla Brasil e dessa vez não vai ser youtube. Rise to The Sun é a minha faixa favorita. E é a favorita de poucos, mas é a que mais causa a sensação nostálgica que o álbum tem como principal característica. A nostalgia do rock R&B lá dos anos 60. Alabama Shakes é destaque no Grammy e aguardo que a qualidade da banda não fique apenas nesse álbum de estreia.

066. Tramp – Sharon Van Etten | coisa boa é colocar Tramp para rodar e começar a chorar. As letras desse álbum são carregadas de sofrimento, dor e ascensão, e o violão de Sharon é extraordinariamente marcante, não mais que sua voz. Outra obra-pima entregue logo no começo do ano, num ano em que a concorrência de vocalistas femininas foi acirrada, Sharon se destacou com folga. É difícil até escolher uma faixa favorita, muito por conta da sequência das músicas tão bem colocadas. Maravilhas que vão te fazer mal como All I Can ou te tirar da fossa: Serpents.

05

5. Given To The Wild – The Maccabees | um dos meus álbuns favoritos no ano foi também um dos primeiros que conferi. Given To The Wild é surreal. Outra banda que não conhecia era The Maccabees e esse novo trabalho dos britânicos me conquistou na hora. Aqui nenhuma música é fraca. Given To The Wild (Intro) já é uma entrada triunfal e contagiante, mesmo vocais pouco presentes nessa faixa é impossível não se manifestar de forma diferente que não seja sorrindo com tanta carga emocional bacana que só uma faixa introdutória pode fazer. Aí sim, Child começa e não dá para parar mais. Depois de Feel to Follow (com um solo fantástico no final, aliás) vem Ayla, uma das músicas que mais tenho escutado nos últimos meses. É também uma das cinco melhores do ano. E os absurdos de qualidade não param por aí. A sequência matadora de HeavePelicanWent Away e Go trazendo solos (sempre) ótimos. Grew Up At Midnight fecha o álbum tão bem que só vem o pensamento de como deve ser interessante um show desses caras. E é.

04

4. Synthetica – Metric | o álbum mais viciante do ano. A primeira faixa de SyntheticaArtificial Nucture já começa sendo direta: “I’m just as fucked up as they say”, diz o primeiro verso da letra quando já estamos confinados a ouvir o álbum todo. Muito disso se dá mesmo pelo ritmo que o disco tem: uma ótima sequência de uma qualidade crescente que destrói. Durante muitos dias é difícil escolher sua favorita. Breathing Underwater é provavelmente a minha escolha, com The Wanderlust correndo por fora.

03

3. The Idler Wheel Is Wiser Than The Driver Of The Screw & Whipping Cords Will Serve You More Than Ropes Will Ever Do – Fiona Apple | Fiona Apple pode ficar até dez anos sem entregar coisa nova se sempre ela entregar trabalhos tão incríveis como é (e lá vai o título interminável) The Idler Wheel Is Wiser Than the Driver of the Screw and Whipping Cords Will Serve You More Than Ropes Will Ever Do. Ela começa Every Single Night, a partir daí eu desafio alguém encontrar um erro sequer em tudo. Favorita: Hot Knife e a chegar nessa que é a última faixa, Fiona entrega uma coletânea de presentes (sou péssimo pra elogiar mas confiem em mim e escutem isso!).

02

2. Shields – Grizzly Bear | estou chorando lágrimas de sangue por perder o show dos caras em fevereiro. Yet Again primeiro single de Shields é a melhor música do ano. A mais verdadeira, a mais viciante, aquele típo de música que dá vontade de agradecer e abraçar cada integrante da banda. Mas Shields não é só Yet Again. Esse álbum é raio, estrela e lua. É Sleeping Ute como uma introdução impressionante e o refrão revigorante de Speak In Rounds. Shields vem superando o antecessor Veckatimest com louvor. E não era uma tarefa fácil.

01

1. Babel – Mumford & Sons | chega a ser assustador que o Babel consiga ser tão perfeito em cada faixa, de verdade. Perfeito é algo que não gosto de usar com frequência mas Mumford & Sons deveria ser ouvido de joelhos. Lover of The Light além de ser a melhor música do álbum tem o clip mais incrível dos últimos tempos. É preciso destacar I Will Wait a canção que me apresentou o álbum e mesmo não sendo minha favorita é de elevar a vida de qualquer sujeito desacreditado. E as letras, elas traduzem a sua existência.

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5 thoughts on “Os melhores álbuns de 2012

  1. Aw, this was a very nice post. In thought I wish to put in writing like this additionally – taking time and actual effort to make a very good article… but what can I say… I procrastinate alot and in no way appear to get something done.

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  2. Não teve como fazer a minha listagem este ano – tive tantos compromissos em 2012 que só deu mesmo para me dedicar ao cinema. Uma pena. Porém, me chamou a atenção, em sua longa lista (desconheço a maioria destes álbuns, só por nome mesmo, uma vergonha) a presença de SYNTHETICA, de Metric (excelente escolha, adoro) e BORN TO DIE (Lana Del Rey I love you).
    Vou procurar pelo menos os primeiros da sua seleção e me atualizar com alguns lançamentos de 2012 – este de Mumford & Sons (conheço o clipe de Lover of the Light e gosto muito da música) é prioridade.
    Um abraço Rafa!

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    • lindos quem gosta de synthetica. foi difícil fechar esse top 3, weiner. mudei várias vezes, mas percebi que babel me satisfez mais que the idler wheel blá blá blá e shields. lover of the light é minha favorita do álbum certamente. escute isso tudo aí que eu coloquei, esse ano foi bem bom. abs.

      Responder

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